Desmotivando Gerações...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O que é a Guerra?




Ultimamente eu tenho passado muito tempo pensando sobre a guerra. O que é a guerra? Segundo a definição da enciclopédia "guerra é um conflito prolongado, entre estados, nações ou outras partes caracterizada por extrema agressão, ruptura social e geralmente alta mortalidade. Guerra deve ser entendida como uma intencional disseminação de conflitos armados entre duas comunidades políticas, e, portanto é definida como uma forma de violência política."
É uma definição um tanto "emplumada", em minha opinião, a frase que melhor define o que é a guerra foi dita em 1832 pelo General Prusso Carl Von Clausewitz, que dizia o seguinte: "War is thus an act of force to compel our enemy to do our will"[2].
O que realmente me interessa saber é a origem da guerra, mas não a origem histórica, pois essa eu acredito estar conosco desde os tempos das cavernas, mas, sim a origem da guerra no coração do homem que decide que alguns valores são para ele, mais importantes do que a vida de seus irmãos que apesar de morarem do outro lado de uma linha no mapa ou de falarem outros idiomas, são homens assim como ele. Durante muito tempo eu tentei entender isso. Como eu não sou militar e nunca poderia por causa dos meus problemas de visão e respiratórios, minhas experiências foram baseadas nas histórias que ouvi e em conversas com amigos militares que conheci com o tempo, amigos do Exercito Brasileiro, U.S. Army, U.S. Marine Corps, Canadian Air Force, Royal Marines, Royal Australian Air Force, amigos estes que estiveram com as Nações Unidas no Haiti, nos desertos do Iraque, nas montanhas do Afeganistão, caçando soldados do IRA no norte da Irlanda. Muitos destes que estiveram em combate me contam sobre como foi uma experiência terrível e de como isso os fez perder a fé em seus sistemas políticos, social, religiosos, econômicos e militares.
Meu amigo Andrew me contou sobre a sua experiência na guerra do Iraque em 2004.
Ele me contou que na época ele fazia parte da 1ª Divisão de Cavalaria do U.S. Army, ele estava estacionado com outros cinco esquadrões na cidade de Sadr ha uma semana, quando no dia 4 de Abril eles foram emboscados por vários pelotões de milicianos. Eles conseguiram escapar, porém foram ordenados a voltarem com poucos reforços e retomar a posição. Depois de horas de batalhas, eles conseguiram recuperar a posição... Três amigos dele morreram nesse primeiro confronto por falta de reforços...
Com poucos homens e quase nenhum recurso eles lutaram pelas suas vidas contra ondas de ataques de milicianos durante dois dias antes que o reforço chegasse. A razão para a demora do reforço: "A localização não possui valor estratégico para o U.S. Army".
Andy e outros dois rapazes foram os únicos sobreviventes de um esquadrão de oito soldados.
Parece uma história chocante, mas ela ocorre todos os dias em campos de batalha pelo mundo todo. Andy, assim como muitos outros, abandonou o exército. Pode parecer chocante, mas isso é algo comum. Os alistamentos e conscrições contínuas são necessários para balancear essa necessidade. Algumas pessoas, porém, não seguem este padrão. Estes são dotados de algum tipo de patriotismo ou nacionalismo dogmático ou talvez tenham sido pegos em alguma propaganda PRÓ-GUERRA. Isso foi muito comum durante o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietnam, muitos dos soldados foram levados a acreditar que essa guerra tinha por objetivo ajudar aquelas pessoas e por isso suportavam as dificuldades e até o abandono por parte de seus superiores.
A questão agora é: Existe algum conjunto de valores, seja político, econômico, religioso ou social pelo qual a vida é um preço justo a se pagar? 

Existe algum argumento ou racionalização que possa validar a desvalorização e até a perda da vida?

N.T. 
[1] - Imagem: "Hey Crianças! Vocês conseguem ver quais são Israelenses e quais são Palestinos?"
[2] - "A guerra é, portanto, um ato de força para compelir nosso inimigo a fazer nossa vontade."


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